FABIANA É A INSPIRAÇÃO DE MARA NA UNILEVER
Por: Local
09/03/2010
Fotos: Luiz Doro/adorofoto
Rio de Janeiro - Para uma jovem de 18 anos e talento nato - tem biótipo para o esporte e determinação - estar ao lado de algumas das maiores meios-de-rede do Brasil e contar com o apoio de uma comissão técnica campeã é mesmo um privilégio. Mara Ferreira Leão, nascida em 2 de maio de 1991, na cidade mineira de Ravena, tem 1,88 m e 77 kg. Em quadra, ocupa o meio-de-rede. E, na Unilever, tem o ‘espelho’ de que precisava para se desenvolver na posição: a campeã olímpica Fabiana.
"Reparo muito nos jogadores da minha posição. Acho que a Fabizona (como as companheiras tratam a meio-de-rede para diferenciá-la da líbero Fabi) é uma referência para o vôlei em qualquer lugar do mundo. Copio muito a Fabizona. Neste time todo mundo conversa muito e isso é bom, ajuda as mais novas", conta Mara.
O sonho de Mara quando menina, entrando na adolescência, era ser modelo. Mas sua vida tomou um rumo inesperado quando foi abordada por uma mulher, de nome Márcia, num restaurante em Belo Horizonte. "Perguntou se eu jogava vôlei. Pegou o meu telefone, mesmo eu dizendo que não sabia jogar. Minha mãe ainda disse: ‘Não mexe com isso, não’." Cerca de um mês depois, a mulher ligou e disse a Mara para fazer um teste no Mackenzie Esporte Clube. "O técnico (Denis Célio) me explicou como se jogava vôlei - é assim, a gente ensina você... Na verdade, fiquei por causa do meu tamanho." No começo, não dominava os fundamentos, mas quando entendeu o jogo, gostou. "Fixei o foco no vôlei."
Mara diz que não teve mais contato com a mulher do restaurante. "Foi um anjo na minha vida." Mas o vôlei chegou e ficou. Chegou à Unilever nesta temporada - primeiro, jogou o Campeonato Carioca pelo Fluminense.
A meio-de-rede, que no começo da carreira nem gostava de vôlei, sabe hoje que "foi a melhor escolha de sua vida". "O vôlei me ensinou muitas coisas, me levou a muitos lugares, a conhecer pessoas, a saber que há diferenças, a compreender, a aprender a ser paciente, a escutar e a viver em grupo."
Mara tem sonhos, entre eles ser titular em uma equipe campeã como a Unilever e jogar na seleção brasileira principal. Mas sabe que o importante é trabalhar. "Tenho paciência, vou aos poucos, buscando evoluir o máximo que posso." Mara integrou a seleção brasileira juvenil que ficou com a medalha de bronze no Mundial Juvenil do México, em 2009.
O técnico Bernardo Rezende observa que Mara ainda é jovem e cumpriu bem o papel de substituir Carol Gattaz - jogadora da seleção brasileira - na Unilever. "Fico feliz por vê-la atuando e sei que vai crescer mais ainda, não só na Unilever."
Para o assistente-técnico Ricardo Tabach, Mara tem um potencial incrível para chegar longe e ainda muito a trabalhar. "Ela é fisicamente muito forte e bem dedicada, gosta de treinar. É uma pessoa simples, que ouve muito. E está tendo o privilégio, que muitas atletas gostariam de ter, de trabalhar com jogadoras como a Carol Gattaz e a Fabiana." Para Tabach, também é positivo o fato de Mara ter consciência de que ainda vai evoluir.
Mara disse que chegou ao grupo receosa - "time campeão, técnico campeão..." -, mas se entrosou muito rapidamente. "Nem tenho de pedir. Quando preciso de uma ajuda eles vêm e me falam."
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